O diretor estrela e o diretor cometa: é preciso força de vontade para fazer

Iran F. de Miranda - lotado e em exercício na DCPQ/CGPRE/DCOR - 05/01/2011

Em relação à matéria publicada no site do SINPECPF, “Corrêa se despede com compromisso de apoio à reestruturação”, na qual nosso ex-diretor declara: “Lamento não termos concluído a reestruturação da carreira administrativa durante meu mandato”, envio a seguinte mensagem:

“Há homens estrelas e há homens cometas. Os cometas passam, apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam.
As estrelas permanecem. O sol permanece. Passam os anos, e as estrelas permanecem. O importante é ser estrela.
Ser estrela nesse mundo passageiro, nesse mundo repleto de homens cometas é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa.
É nascer e ter vivido e não apenas ter existido”. (Lucius Annaeus Sêneca – filósofo e poeta romano, 4 a. C.).

As relações legais entre a ética e o comportamento político devem ser a verdadeira convicção do homem público. O homem público que realmente representa o estado, em defesa do povo, poderá agir com inteligência e astúcia, conforme as circunstâncias momentâneas que virem a ocorrer.

A história está cheia de exemplos. Quando há necessidade de agir, certamente são encontrados meios para recuperar o que foi perdido no futuro imediato. Mas os homens de Estado, mais do que os homens comuns, devem ser astutos, e não podem ser imprudentes. Por isso mesmo, a primeira qualidade do homem público tem de ser sua incisiva preocupação com os problemas sociais e com a cidadania. Sem essas eventuais preocupações, não se resolverá a injustiça social existente em nossa sociedade.

Das guerras sociais romanas, a mais notável foi a de Spartacus, vencida pela aliança entre a oligarquia, e os ricos generais. Em conseqüência, a República apodreceu no conflito entre César e Pompeu e, depois da efêmera grandiosidade de Augusto, que se seguiu, o sistema globalizador romano desabou lentamente, até a sua definitiva destruição pelos bárbaros, com a queda de Constantinopla em 1453.

Não havia governante que governasse com astúcia e inteligência. Todos advogavam a causa dos injustiçados e oprimidos. Entretanto, o que praticavam eram injustiças sociais incomensuráveis.

Nas cartas escritas ao filho Marcos sobre os princípios que deveriam nortear a conduta dos homens públicos em termos de decisão, o tribuno e filósofo romano Cícero destacou, especialmente, o dever de jamais enganar seus concidadãos.

Graça Aranha, autor da obra Canaã – um dos precursores da Semana da Arte moderna –, ao notar que alguns acadêmicos não se engajavam na luta por mudanças na Academia Brasileira de Letras, em um discurso explosivo disse: “Se não renova a Academia de Letras, que morra a Academia”.

“O que faz que os homens formem um povo é a lembrança das grandes coisas que fizeram juntos e a vontade de realizar outras”.  Joseph Ernest Renan, pensador francês, 1823 – 1892.

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