Márcio Thomaz Bastos diz que deixará pasta da Justiça, mas admite ficar se o presidente pedir

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, declarou novamente ontem que deve deixar o cargo no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas, desta vez, insinuou que pode rever a decisão se Lula pedir para que ele continue à frente do ministério.

-Esta é uma coisa que depende do presidente. Estou programado para ficar quatro anos. Fiquei esse tempo e gostei muito. Nem sei como pude viver sem ter sido antes ministro da Justiça, mas acho que terminei o meu termo de quatro anos. Eu não conversei com ele ainda, mas a minha idéia é não ficar -- disse o ministro, depois de votar em um colégio na região central de São Paulo.

Ministro elogia a atuação da Polícia Federal

Ao fazer um balanço de sua gestão à frente do Ministério da Justiça, Thomaz Bastos disse que foi feito um trabalho de integração e investimento maciço na inteligência da polícia. Ele aproveitou para elogiar a atuação da Polícia Federal no caso do dossiê, afirmando que a investigação está sendo feita como deveria ser, no tempo "sério e certo".

- Nós temos muito orgulho do trabalho da Polícia Federal. Mesmo neste caso do dossiê, foi um trabalho em que ela mostrou sua impessoalidade, sua imparcialidade, não cedeu à tentação do tempo eleitoral. A Polícia Federal está fazendo uma investigação no tempo sério e não no tempo da conveniência.

O ministro chamou de armação a denúncia da secretária do PSDB de Pouso Alegre (MG), Rosy Pantaleão, de que um padeiro da cidade teria entregue cerca de R$250 mil a Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante, candidato petista derrotado na corrida ao governo de São Paulo, para a compra do dossiê.

- É uma coisa séria. Foi uma armação na véspera da eleição e está sendo apurada pela Polícia Federal.

Thomaz Bastos votou ontem por volta das 11h30m, na Escola Estadual Ministro Costa Manso, no Itaim, região central da capital paulista. Ele ficou menos de dez segundos na cabine de votação e, ao sair, elogiou o processo eleitoral e a política social conduzida no governo Lula, que estaria, segundo ele, consolidando a "democracia de massa" no país.

-É o milagre da democracia representativa, o voto de cada um jogado na urna acaba formando a vontade geral da nação, a vontade de mudar ou continuar. E nós esperamos que seja um resultado que sirva para conciliar a nação brasileira e para desdobrar novos caminhos na direção de consolidação da democracia de massa. Não apenas a liturgia formal da democracia, mas a democracia concreta. Aquela em que a maioria das pessoas, através da distribuição da renda e dos programas focados, tenha acesso aos bens fundamentais da vida - disse.

Fonte: O Globo

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