Colegas baianos sugerem ao sindicato calendário mensal de paralisações

Se alguém deve ser pressionado pelo sindicato para que a reestruturação da carreira administrativa saia do papel, esse alguém é a própria Direção-Geral da Polícia Federal. A opinião é dos filiados da Bahia e foi manifestada em reunião com o presidente Éder Fernando da Silva na última segunda-feira (29). O encontro também serviu para debater questões locais, entre elas a profunda carência de servidores administrativos no estado.

Para os colegas baianos, a paralisação promovida pelo sindicato no dia 27 de abril deve servir de parâmetro para novas protestos. Eles entendem que a grande adesão ao movimento deu um recado importante para a direção do órgão, mensagem essa que deve ser reforçada periodicamente.

“Não só concordo com a sugestão, como esclareço que o sindicato já está trabalhando neste sentido”, revelou Éder. De acordo com o presidente, a entidade já planeja novos protestos, acompanhados de ações midiáticas específicas. “Estamos trabalhando em peças externas e ações nas redes sociais. O objetivo é deixar nossa insatisfação clara”, adiantou.

A informação agradou os colegas, que sugeriram ao sindicato a realização de uma paralisação mensal até que o projeto de reestruturação avance. “É uma ótima ideia que vamos debater com os demais estados”, classificou o presidente.

Conversa com o superintendente — As principais queixas apresentadas pela categoria durante o diálogo com o presidente atacavam a falta de recursos humanos e de infraestrutura de trabalho enfrentados pela Superintendência. Para os colegas, as condições de trabalho estão muito abaixo do ideal.

Embora a Bahia esteja entre os maiores estados do país — tanto em termos geográficos quanto econômicos —, a Superintendência apresenta problemas infraestruturais graves, como por exemplo a disposição do gerador de energia em área propensa a alagamento. Por conta disso, o SINPECPF afirmou que pressionará pela realização de laudos que atestem a insalubridade e periculosidade das dependências.

Houve queixas também quanto ao mobiliário e aos equipamentos da Superintendência, classificados como obsoletos. O SINPECPF atestou o fato ao observar vários computadores com problemas de funcionamento. O problema seria contornável caso a equipe do NTI não fosse tão reduzida, com apenas cinco servidores, dado que exemplifica a falta de pessoal enfrentada em todos os setores.

Em companhia do representante estadual Sidney Alcântara Borges, o presidente levou todas essas questões ao superintendente Daniel Justo Madruga — que teve a gestão bastante elogiada pelos servidores. Ele reconheceu os problemas de recursos materiais e prometeu encaminhar à direção do órgão levantamentos sobre a necessidade de novos equipamentos. Em relação aos recursos humanos, ele se disse um grande defensor da valorização da categoria administrativa, avaliando que isso é fundamental para fixar o efetivo quando da realização de novos concursos. O superintendente também se comprometeu a conversar com a direção sobre o projeto de reestruturação da carreira.

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