Constantes trocas no MJ impedem avanços em reivindicações dos servidores da PF

As sucessivas trocas de comando no Ministério da Justiça têm dificultado a continuidade do diálogo entre as entidades representativas de classe da Polícia Federal e o Governo. A avaliação é do SINPECPF, entidade que representa os servidores administrativos do órgão policial.

Há um ano o sindicato aguarda agenda com o ministro da Justiça para debater a reestruturação da carreira administrativa. A última reunião marcada aconteceria no próximo dia 7, mas foi cancelada em função da troca de comando no Ministério.

Para o presidente do SINPECPF, as sucessivas interrupções dos processos negociais estão enfraquecendo a Polícia Federal. “A sensação é que nossos problemas estão sendo empurrados com a barriga, de modo a comprometer as atividades do órgão”, protesta.

Ele cita como exemplo a carência de servidores administrativos enfrentada hoje pela Polícia Federal. A categoria é responsável por todo o suporte à atividade policial e por atividades de fiscalização e de controle, como passaporte, controle imigratório, controle de entrada de produtos químicos e fiscalização de empresas de segurança privada. Como os administrativos recebem salários muito inferiores aos dos policiais, o órgão tem dificuldades em fixar o efetivo. Para piorar, são raros os concursos para reposição.

O resultado da demora é que a Polícia Federal está desviando policiais para postos de trabalho administrativos. Este desvio de função custa caro à população: além da diferença salarial entre policiais e administrativos, que recebem até cinco vezes menos, há a redução do efetivo policial na ponta. “Certamente o órgão poderia reforçar as operações se esses policiais não estivessem em áreas administrativas”, avalia Éder.

Para o sindicato, o Governo deveria ao menos assegura a continuidade das negociações a cada troca de comando. "Sempre que o ministro é trocado, voltamos à estaca zero. Embora as equipes técnicas permaneçam as mesmas, os agentes políticos usam a mudança como pretexto para recomeçar as tratativas", protesta Éder.

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