O aniversário da PF e o presente de que o órgão precisa

Quando você pensa em aniversário, que palavras vêm à mente? Provavelmente festa, alegria, celebração. Então como explicar a tristeza que dominou a cerimônia pelo aniversário de 71 anos da Polícia Federal realizada hoje (30), no Auditório do Ed. Sede? Vazia, protocolar e curtíssima, a solenidade deixou claro que, a despeito do prestígio junto à opinião pública, internamente a PF segue em clima de luto, incapaz de comemorar o que quer que seja.

Poucos servidores se interessaram em comparecer e aqueles que se fizeram presentes eram em sua maioria chefes, que cumpriam ali uma obrigação. Mas mesmo eles não conseguiam disfarçar os olhares distantes. Pairava no ar uma aura de urgência quase palpável, como se a vontade de sair logo dali tivesse tomado o lugar do oxigênio.

Talvez sentindo isso, o diretor-geral Leandro Daiello Coimbra foi breve em suas palavras. Como de costume, atribuiu o prestígio da instituição aos servidores e prometeu um 2015 com boas notícias. “Servidores mais satisfeitos geram uma PF mais eficiente. Estamos trabalhando por isso”, afirmou, sem detalhar nenhum projeto.

Ao final, pressa para ir embora. A presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro, chegou a abordar o diretor-geral para cobrar uma reunião, recebendo como resposta a promessa de que o pedido seria avaliado de acordo com a agenda dele. Tudo isso em meio a uma marcha acelerada pelas escadarias do auditório, que logo ficou vazio.

Tudo poderia ser diferente se nossos diretores realmente lutassem para concretizar suas promessas. Imaginem como estaria o auditório para comemorar a modernização das atribuições da carreira administrativa, a incorporação da GDATPF na aposentadoria, ou mesmo o lançamento da nova carteira funcional.

A PF precisa urgentemente de algo para celebrar e nós temos de fazer a nossa parte para que isso ocorra! Precisamos deixar o luto e partir para a ação, colegas, ou o clima de enterro vai continuar indefinidamente. Cruzar os braços e esperar o tempo passar só resultará na repetição de solenidades como as de hoje. Chega de comemorar os desvios de função, a terceirização irregular e a desestruturação do órgão! Cabe a cada um de nós fazer com que o próximo aniversário da PF seja diferente, e o primeiro passo é lutar contra o que está errado hoje. Esse deve ser o nosso presente para a Polícia Federal.


Motivo para comemorar, #SóQueNão!
Cabe a cada um de nós lutar para mudar o quadro!

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