Emoção e promessas de valorização marcam encerramento do curso de formação

“Em quatro anos de Direção-Geral, este foi um dos poucos momentos em que me emocionei”. As palavras são do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, e vieram durante a cerimônia de encerramento do primeiro curso de formação da história da carreira administrativa da PF, solenidade que ocorreu na última sexta-feira (28), na Academia Nacional de Polícia (ANP).

A emoção surgiu após o hino da instituição ter sido cantado a plenos pulmões pelos novos administrativos. Com olhos marejados, o DG quebrou o protocolo para reiterar que aquele momento era histórico. “A Polícia Federal é de todos nós!”, afirmou para enfatizar que o curso de formação é um divisor de águas para os servidores administrativos.

É cedo para dizer o que virá a partir de agora — infelizmente, nossa categoria já ouviu promessas de melhorias antes. Certo é que o curso de formação foi sim uma grande conquista e que o discurso do diretor-geral durante a cerimônia destoou dos demais. “Os símbolos da PF são de todos os servidores. Todos podem se orgulhar”, afirmou categoricamente.

O hino foi um caso à parte. Na abertura do curso, nenhum dos alunos o cantou, afinal, a maioria sequer conhecia a canção. Para piorar, a letra da música (escrita em 1935, em um contexto de PF completamente distinto) faz referência apenas à carreira policial. O DG estava ciente disso, mas mesmo assim pediu, na abertura do curso, que todos os alunos se esforçassem para aprender e cantar o hino ao encerramento das aulas. “Será mais um gesto simbólico do ingresso de vocês na PF”.

Os mais de 500 novos colegas honraram o protocolo. Junto a eles, servidores administrativos com mais tempo de casa, dez, vinte, trinta anos. Todos cantaram o hino. E por uma razão bem simples: todos somos parte dessa instituição. Sem hino, sem emblema e sem curso de formação, já éramos PF. Com tudo isso, seremos ainda mais! Por isso o SINPECPF espera que a nossa tão sonhada e tão prometida valorização profissional saia do papel, possibilitando que os administrativos, novos e antigos, fiquem ainda mais “orgulhosos de ser federais”.

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