Para PF, até jogador alemão pode ostentar distintivo da corporação

Ironia das ironias: de acordo com reportagem do site G1, a Polícia Federal informou nesta terça-feira (16) não haver irregularidade no fato de o meia-campista da seleção alemã Toni Kroos ter levado um distintivo da corporação como "souvenir" para a Alemanha. Durante recepção à seleção campeão do mundo em Berlim, Kroos foi fotografado usando um distintivo da PF.

Segundo o G1, a Polícia Federal não quis comentar a imagem do meia Toni Kross com o distintivo. O jogador também foi fotografado mordendo a peça.

A informação que mais chama atenção na notícia veiculada pelo G1 é que a Polícia Federal teria informado que o distintivo é um mero adereço (!?) e não faz parte da identificação dos agentes da PF. Desta forma, Kross não estaria infringindo nenhuma norma ao portar o aparato.

Quem acompanha o site do SINPECPF sabe da luta do sindicato para que os servidores administrativos possam ostentar o brasão da Polícia Federal em suas carteiras funcionais. Trata-se de mais um mecanismo de reconhecimento formal de que o servidor administrativo integra a instituição policial federal.

Em 2011, atendendo ao pleito do sindicato, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, encaminhou despacho à Direção de Administração e Logística Policial (DLOG) solicitando providências para permitir que os servidores administrativos passem a ostentar o emblema da instituição em documentos identificatórios. A PF chegou inclusive a produzir Mensagem Circular informando aos servidores que haveria mudanças nas normas internas para permitir aos administrativos a utilização do emblema, mudanças que até hoje não aconteceram.

Está na hora de os diretores da PF arregaçarem as mangas e cumprirem suas promessas. Após a notícia divulgada pelo G1, a absurda discriminação praticada contra a categoria administrativa tornou-se uma piada tão grande quanto a seleção brasileira — e sem nenhuma graça. Queremos trabalhar em uma instituição séria, que valoriza os servidores e os trata como “seus”. Por isso o sindicato voltará a pressionar a Direção-Geral para que providências sejam tomadas.

Fonte: G1

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