Servidores administrativos da PF decidem continuar em greve

Foi grande a adesão dos servidores administrativos da PF no primeiro dia de GREVE GERAL deflagrada pelo SINPECPF. Não poderia ser diferente: a paciência da categoria está esgotada ante ao descaso do governo federal, que há anos promete reestruturar a carreira administrativa, mas jamais honra o compromisso. Reunidos em frente ao Ed. Sede da PF em Brasília, os servidores decidiram dar continuidade ao movimento. Amanhã a concentração será na SR/DF, a partir das 9h00.

A greve compromete o suporte à atividade policial e também os serviços de atendimento ao público prestados pela PF. Emissão de passaportes; registro de estrangeiros; controle de entrada e transporte de produtos químicos; autorizações para compra de armas por empresas de vigilância; e recebimento de armas na Campanha do Desarmamento estão entre as atividades afetadas.

A presidente do SINPECPF explica que a categoria manterá o mínimo necessário de pessoal para que esses serviços não parem por completo. “Nossa intenção não é prejudicar a sociedade, mas mostrar que o Governo não está dando a devida atenção a nossa categoria”.

Manifestação no aeroporto de Brasília – Para enfatizar ainda mais a mensagem de protesto, a categoria pretende fazer panfletagem no aeroporto de Brasília nesta quinta-feira (16). O material que o sindicato irá distribuir ataca as práticas de terceirização irregular e de desvio de função de policiais adotadas pela PF para suprir a falta de efetivo administrativo no órgão. “Os administrativos deixam a PF porque a carreira hoje não é atrativa. Reestruturá-la seria muito mais econômico e eficiente que as práticas adotadas hoje”, argumenta Leilane.

Além da reestruturação, a categoria pleiteia valorização salarial e abertura de novo concurso público para fortalecimento de seus quadros.

Reunião com o governo – Nesta quarta-feira (15), a Fenapef – entidade que representa escrivães, papiloscopistas e agentes da PF – se reuniu com o Ministério do Planejamento para dar continuidade às negociações pela reestruturação de sua carreira. Apesar das expectativas, não houve apresentação de proposta formal por parte do governo. Nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira (21).

O Ministério da Justiça participou dessa reunião, representado pelo assessor especial Marcelo Veiga. Em contato com o SINPECPF, Veiga afirmou ter solicitado ao Planejamento que as demais entidades da PF sejam rapidamente recebidas e que o Planejamento passe a tratar das demandas de todos os servidores da PF conjuntamente, como defende o ministro José Eduardo Cardozo.

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