Administrativos da PF decidem ir às ruas protestar contra o descaso do governo

A paciência acabou. Após inúmeras chances dadas ao governo, os servidores administrativos presentes à Assembleia Geral Extraordinária do SINPECPF desta quinta-feira (26) em Brasília avaliaram que chegou o momento de o sindicato ser mais incisivo nas negociações pela reestruturação da carreira. Para marcar este ponto de virada, foi aprovada por unanimidade a realização de manifestação em frente ao Palácio do Planalto na próxima quarta-feira, 1º de agosto.

O ato consistirá em reunir a categoria na Praça dos Três Poderes às 18h00 para acender velas pelos cargos atualmente vagos no PECPF. O gesto simbólico pretende chamar a atenção da sociedade para fato incontestável: a Polícia Federal agoniza com a falta de servidores administrativos, estando à beira de um colapso. A ação será acompanhada de culto ecumênico para rezar/orar pela melhoria da instituição e de panfletagem na Esplanada dos Ministérios para alertar a população sobre o descalabro em que a Polícia Federal se encontra.

Também foi aprovado por unanimidade que o sindicato, juntamente às demais entidades que integram o Mude PF – Movimento Unido em Defesa da Polícia Federal (ADPF e APCF), vincule publicidade nas maiores semanais do país (Veja, Carta Capital e Época) e nos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília denunciando a atual situação de precariedade da PF e apresentando os principais pleitos dos servidores para a sociedade.

Entre os pleitos destacados nesses informes estariam a reestruturação da carreira administrativa, o fim da terceirização irregular na PF e o fim da prática de desvio de função de policiais. A presidente Leilane Ribeiro de Oliveira enfatizou que a ação conjunta é importante porque garante visibilidade a custo reduzido, uma vez que os gastos serão divididos entre as entidades participantes.

Também ficou decidido que cada estado estará livre para decidir como proceder no dia 1º. Poderão optar por seguir a manifestação simbólica no local que desejarem, ou mesmo agir de outra maneira. Os estados poderão inclusive optar por paralisar as atividades durante a data, caso a maioria dos servidores assim deseje, devendo, entretanto, estar cientes de que o sindicato não tem como ressarcir financeiramente os colegas caso o ponto seja cortado em função de paralisação. Todos os estados devem se pronunciar o quanto antes, até para que possamos fazer a divulgação dos atos realizados em cada estado.

A ressalva seria para os colegas de Goiás. Os servidores de Brasília sugeriram que o sindicato disponibilize ônibus para que os colegas lotados em Goiânia compareçam à manifestação do dia 1º. Assim sendo, essa questão deve ser decidida o mais rápido possível pelos colegas goianos para que o sindicato possa planejar o transporte, caso necessário.

Paralisações – Parte dos presentes questionou se o sindicato não planejava fazer paralisações pontuais caso o governo siga sem oferecer uma resposta sobre a reestruturação. A presidente Leilane Ribeiro de Oliveira afirmou que a hipótese não está descartada, mas que só pretende paralisar caso haja consenso entre a categoria. “Se for para cruzar os braços, o serviço precisa parar”, advertiu.

Diversos colegas manifestaram apoio à posição da presidente, advertindo sobre a falta de espírito de corpo de parte da categoria. Eles defendem que as próximas ações sejam discutidas durante a manifestação da próxima quarta-feira, que também serviria como termômetro da mobilização. Por isso, é fundamental a presença de todos, pois assim a categoria demonstrará força e disposição para lutar pela reestruturação que lhe é devida.

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