Planejamento propõe estender negociações com policiais até 31 de julho

A Fenapef esteve no Ministério do Planejamento na última quinta (5) para retomar as negociações pela reestruturação salarial e da carreira de agentes, escrivães e papiloscopistas da PF.  Segundo o site da entidade, o encontro não trouxe avanços concretos, a não ser a fixação de uma data limite para as negociações com a categoria – 31 de julho. O SINPECPF se reúne Planejamento nessa quarta-feira (11) e pode receber proposta parecida.

Para garantir que a reunião seja o mais produtiva possível, o SINPECPF produziu resumo que contextualiza todo o processo negocial até o momento e explica por que pleiteamos a reestruturação de nossa carreira. O documento também enfatiza que o projeto de reestruturação em análise no Ministério do Planejamento conta com o apoio expresso da Direção-Geral da PF e do Ministério da Justiça, que veem na reestruturação a chave para solucionar os dois maiores problemas enfrentados pela PF hoje: a terceirização irregular e o desvio de função de policiais para atividades administrativas.

A importância que o servidor administrativo possui para a Polícia Federal também é ressaltada no documento, deixando claro que o PECPF não pode ser colocado em grau inferior ao de servidores das agências reguladoras – apenas para ficar em um exemplo do Poder Executivo. Além de fazer jus a uma remuneração condizente com a importância de suas atribuições, o servidor administrativo também almeja uma categoria estruturada, que lhe permita progredir profissionalmente ocupando os espaços que lhe cabem no âmbito da Polícia Federal.

Para dar ainda mais força a estes argumentos, o sindicato compilou denúncias de diversas irregularidades que se originaram ou pela terceirização irregular ou pelo desvio de função de policiais para setores administrativos. São documentos que demonstram que, ao apostar nessas práticas, o órgão perde eficiência e desperdiça dinheiro público. Também estaremos amparados pelo parecer jurídico elaborado pelo ex-ministro do STF, Ilmar Galvão – que atesta a constitucionalidade de nossa proposta de reestruturação –, e pelo vídeo que reúne o depoimento de 70 parlamentares – entre os quais o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS) – em apoio à reestruturação, para provar que nossa demanda é uma preocupação de toda sociedade e possui forte apoio político por trás de si.

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