Tocantins debate atuação do sindicato e pede instituição de horário corrido

O SINPECPF retomou, na manhã da última quinta-feira (1º), o cronograma de reuniões com os servidores lotados nas Superintendências Regionais. O objetivo é conhecer a realidade e os problemas de cada estado, afinal, embora tenha sede em Brasília, o SINPECPF é uma entidade nacional e trabalha pelos filiados de todo o país. Desta vez o encontro ocorreu em Palmas, capital de Tocantins, mais um estado que sofre com a escassez de servidores administrativos.

Apresentada pelo representante estadual Gessivaldo Lino Pinto, a presidente Leilane Ribeiro de Oliveira deu início ao encontro contextualizando a atuação do sindicato nas demandas de reestruturação da carreira e de recomposição salarial. Ela ressaltou a mudança de postura apresentada pelo Diretor-Geral na última reunião com o sindicato, na qual ele revelou ter procurado o Ministério do Planejamento para pedir celeridade na análise do projeto de reestruturação do PECPF. “Sempre cobramos uma postura proativa por parte do órgão e é ótimo que ela tenha finalmente chegado”, comemora.

Na opinião da presidente, o grande desafio da categoria neste ano, no que tange à recomposição salarial, será superar a política de austeridade do Executivo. Ela entende que o Governo utilizou a morte do secretário de recursos humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, para “ganhar tempo” e não cumprir os prazos estabelecidos nos acordos firmados com o funcionalismo. “É revoltante saber que até hoje não escolheram o substituto de Duvanier, quando todos os ministros afastados por denúncia de corrupção foram substituídos prontamente”, protestou.

Leilane conclamou os colegas a dar uma resposta forte para o descaso do Governo, caso o acordo com o SINPECPF realmente não seja cumprido. “Todo o serviço público está unido, avaliando a melhor maneira de tornar pública nossa insatisfação”, revelou a presidente.

Reunião com o Superintendente – Poucas foram as queixas com relação à atual gestão da Superintendência. Uma delas foi a impossibilidade de fazer horário corrido com o advento da prática de atividade física. Segundo o superintendente do estado, Elzio Vicente da Silva, a decisão sobre o tema está delegada à chefia imediata do servidor, mas o baixo quantitativo de administrativos dificulta uma resposta positiva. “Os setores não podem parar, e isso é muito difícil quando não há pessoal suficiente para o serviço”, justificou. Apesar do entrave, o superintendente garantiu a situação será averiguada junto às chefias.

A presidente também sugeriu que a Superintendência reveja a metodologia de seleção de servidores para viagens a serviço, de modo a permitir maior rotatividade entre os colegas. “Praticamente todos estão aptos a viajar, então é justo que todos sejam contemplados”, explicou. O superintendente entendeu justa a sugestão e afirmou que irá reavaliar o modelo em vigor.

Ao final da reunião, o superintendente enalteceu o trabalho desempenhado pelos servidores administrativos, afirmando ser um defensor da reestruturação da carreira. “Infelizmente, nem todos os policiais dão o devido valor para o trabalho que vocês desempenham. Isso precisa mudar”, ponderou.

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