Servidores da PF não descartam greve caso MPOG não atenda reivindicações salariais

Os dirigentes do SINPECPF e do SINDIPOL/DF pretendiam apresentar as propostas de reajuste remuneratório para as categorias administrativa e policial durante a Assembleia Geral Extraordinária conjunta promovida na última quinta (18). Entretanto, devido ao adiamento da apresentação por parte do MPOG, não foi o que aconteceu, e o evento acabou servindo para debater como as categorias devem manifestar sua insatisfação com a indiferença com que vem sendo tratadas pelo governo.

Lado a lado, servidores administrativos, agentes, escrivães e papiloscopistas avaliaram que chegou a hora de se unirem e subir o tom contra o descaso do governo. Ficou decidido que as propostas que o Planejamento se comprometeu a apresentar no próximo dia 23 (terça-feira) serão debatidas em nova Assembleia conjunta no dia 25 (quinta-feira). Caso a oferta do governo não atenda as reivindicações, os servidores podem até mesmo deflagrar greve geral por tempo indeterminado.


 

A presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro de Oliveira, e o presidente do SINDIPOL/DF, Jones Borges Leal, enfatizaram a importância da união das categorias nesse movimento conjunto. “Se quisermos resultados, precisamos estar juntos!”, conclamou Leilane.

A presidente aproveitou a oportunidade para reiterar que o SINPECPF luta pelo reajuste de todos os cargos integrantes do PECPF. “O Planejamento sinalizou com um valor para o nível superior, mas iremos lutar por todos. A proposta será submetida à categoria e é ela quem irá decidir”, disse.

Ela ainda destacou que, caso os servidores de nível superior julguem a proposta oferecida pelo governo como satisfatória, isso não impedirá que o sindicato continue negociando por ajustes nos níveis auxiliar e intermediário. “O debate relativo ao nível superior estaria superado, mas não deixaríamos de lutar pelo reajuste dos demais”, esclareceu, reafirmando que o martelo só será batido quando todos estiverem contemplados.

Por fim, a presidente frisou a importância de se estabelecer um compromisso com a carreira policial caso uma greve seja realmente deflagrada, mas alertou que a união deve começar já dentro da categoria. “Para o Planejamento, nada seria melhor do que ver servidores de nível intermediário e superior voltando-se uns contra os outros. Devemos lutar juntos para que toda a categoria seja beneficiada”.

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