Cortes no orçamento deixam Polícia Federal “engessada”

A edição desta segunda-feira (09) do jornal Correio Braziliense exibe reportagem sobre as dificuldades que a PF vem enfrentando para adequar a rotina de trabalho aos cortes orçamentários impostos pelo governo. O jornal destaca que a verba destinada ao custeio da PF sofreu corte de 5% este ano, e que as receitas destinadas a financiar operações específicas foram reduzidas em 28%. Segundo o jornal, os cortes colocam em risco as ações preparatórias da PF para a Copa de 2014.

Somados, os cortes representam um terço do orçamento total do órgão, totalizando contingenciamento de R$ 281 milhões em 2011. Além da redução do orçamento, também foram suspensos os concursos programados para preenchimento de cargos diversos na PF, entre os quais os previstos para o Plano Especial de Cargos, algo que, segundo a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ainda pode ser revisto para órgãos considerados estratégicos, como é o caso da Polícia Federal.

A reportagem também afirma que o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou estar negociando a liberação de novos recursos junto ao governo. Até o momento, o ministro assegura o repasse de mais R$ 14 milhões para o pagamento de diárias, uma vez que a movimentação de pessoal em missões foi bastante comprometida pelos cortes.

O SINPECPF também está preocupado com os cortes infligidos à Polícia Federal, e tem deixado isso claro a cada reunião com autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo federais. A segurança pública é hoje uma das maiores preocupações da sociedade brasileira, conforme demonstram pesquisas junto à opinião pública. Sendo assim, nada justifica que um órgão de fundamental importância para a área sofra corte tão significativo em sua receita, principalmente às vésperas de um evento do porte da Copa do Mundo de 2014, ocasião na qual a PF terá papel de destaque.

Todos que participaram direta ou indiretamente das atividades desempenhadas pela PF durante os jogos Pan-Americanos de 2007 se recordam das dificuldades impostas pelo número reduzido de servidores administrativos atuando no órgão à época. Caso a PF não promova novo concurso em tempo hábil, é seguro afirmar que não será possível para o órgão desempenhar suas atribuições durante a Copa do Mundo de 2014. Sendo assim, é muito importante que o órgão trabalhe pela rápida reestruturação da categoria administrativa, viabilizando a realização de novo concurso. 

Confira aqui a reportagem veiculada pelo Correio Braziliense.

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