Entidades de classe fecham proposta conjunta de reestruturação salarial

Em esforço sem precedentes na história da Polícia Federal, representantes das principais entidades de classe do órgão chegaram a um consenso sobre os valores que cada categoria deve pleitear na campanha conjunta por reestruturação salarial que as entidades pretendem promover ao longo de 2011. O acordo foi costurado pela manhã do dia 22 de fevereiro, em reunião realizada na sede da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

Participaram das negociações representantes da ADPF, da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol), da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), do Sindicato Nacional do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF), da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), da Associação Brasileira dos Papiloscopistas Policiais Federais (Abrapol) e da Central Única dos Policiais Federais (Centrapol).

Após a proposta ter sido fechada, os representantes se reuniram com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para apresentar as demandas salariais de cada categoria. A tabela conjunta foi entregue ao diretor acompanhada de ofício que expõe as razões pelas quais a reestruturação salarial é hoje uma necessidade para a Polícia Federal.

De posse das informações, o diretor-geral comemorou o avanço no diálogo entre as categorias, comprometendo-se a realizar um estudo acerca da viabilidade da reestruturação. “Não posso privilegiar determinadas categorias. Quero apoiar bandeiras que sejam consensuais”, afirmou. O diretor também assegurou que, havendo dissidências no decorrer das negociações, as entidades serão chamadas de volta à mesa de negociações para que o consenso seja novamente atingido.

Na avaliação da presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro de Oliveira, o momento político é delicado em função dos cortes orçamentários promovidos pelo governo, mas a Polícia Federal encontra-se em uma posição privilegiada em razão do papel que terá de desempenhar durante a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. “Para atuar nesses eventos, a PF precisa manter seus servidores e atrair novos profissionais, algo que só será possível com a reestruturação salarial”, avalia.

Obs: O SINPECPF esclarece que existia acordo preliminar entre as entidades pela não divulgação do encaminhamento da tabela para a Direção-Geral. Contudo, como a informação foi sistematicamente “vazada” por diversos atores envolvidos – motivando uma série de questionamentos junto ao sindicato –, julgamos importante publicar esta nota esclarecendo a situação e confirmando a participação da categoria administrativa no processo.

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