Servidores catarinenses debatem demandas do PECPF e pedem reestruturação

A presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro de Oliveira, chegou a Florianópolis – SC na última terça-feira (22) com uma ideia fixa na mente. Era preciso mobilizar os servidores do PECPF catarinense para que eles participassem da manifestação programada para o dia 24, na Esquina Democrática, em Porto Alegre – RS. Para tanto, a presidente se reuniu com os colegas lotados na Superintendência de Florianópolis, em encontro no qual foram debatidos os problemas que atualmente afligem a categoria.

Como de costume, Leilane iniciou o encontro traçando um panorama das realizações da atual gestão do SINPECPF. As negociações pela reestruturação da carreira administrativa transformaram-se no tema central do debate, mas houve espaço para debater questões chave como o registro sindical e a campanha por um reajuste salarial para a categoria.

Em relação ao registro sindical, Leilane explicou que, após o SINPECPF ter sido criado, sua legitimidade como representante legal da categoria foi contestada judicialmente por um servidor de São Paulo, que havia registrado outro sindicato anteriormente. A questão correu na justiça, onde a legitimidade do SINPECPF foi definitivamente reconhecida em janeiro deste ano. Contudo, embora a justiça tenha encaminhado pedido ao Ministério do Trabalho para emitir o registro sindical do SINPECPF, isso ainda não foi feito, em função da grande demanda de trabalho que eles enfrentam. “Estive no Ministério do Trabalho para ver o andamento do processo. Eles nos garantiram que o registro será emitido em julho”, revelou Leilane.

Sobre as negociações relativas a um eventual reajuste salarial, Leilane foi taxativa: “Não vejo possibilidade de reajuste para este ano”. Além disso, a presidente também comentou o teor da proposta de ajuste pontual para 2011 feita pelo Ministério do Planejamento. “Considerei aquilo um desrespeito com a categoria. Exercemos atividades essenciais para órgão e devemos ser valorizados por isso”, afirmou.

A outra proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento, relativa à reestruturação da carreira, também foi criticada. Sobre este tema, Leilane fez questão de esclarecer que o sindicato trabalha para que todos os servidores sejam incluídos no processo de reestruturação. “Nossa intenção é que todos sejamos valorizados, assumindo cargos condizentes com nossa importância”, assegurou. Para a presidente, a racionalização proposta pelo MPOG em pouco ou nada muda a atual situação do PECPF. “Se houver alguma mudança, é provável que ela seja para pior”, sentenciou.

Leilane também exaltou o parecer jurídico elaborado pelo ministro do STF Ilmar Galvão, que atesta a constitucionalidade da proposta original do SINPECPF. “O Planejamento sempre alegou que nossa proposta era inconstitucional. Pois para o ministro Ilmar Galvão, ela não é. Será que eles irão contestar a opinião de um ministro do STF?”, provocou a presidente.

Ao final do encontro, os presentes se mostraram otimistas com o trabalho desempenhado pela atual gestão e se colocaram a disposição para ir à Porto Alegre lutar protestar contra a demora do governo em reestruturar a carreira administrativa.

Conversa com o Superintendente de Santa Catarina

Em sua breve passagem por Santa Catarina, a presidente do SINPECPF encontrou tempo para uma rápida conversa com o Superintendente de Polícia Federal no Estado, o delegado Ademar Stocker. Em função da agenda atribulada do superintendente, o encontro teve de ocorrer antes da conversa com os servidores do PECPF, servindo também para que Leilane e a representante do SINPECPF no estado, Flávia Elizabeth de Azevedo Matte, pedissem a liberação formal dos servidores catarinenses para o a manifestação do dia 24.

Stocker não só concordou em liberar os servidores, como assegurou o seu apoio a causa do PECPF. “Sou um defensor da reestruturação da carreira administrativa, pois entendo que a Polícia Federal hoje passa por necessidades extremas em sua área meio”, declarou. Ainda segundo o superintendente, o governo não pode “fugir da raia”, devendo criar uma carreira específica para o órgão, com servidores valorizados nos campos profissional e salarial.

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